25 abril 2006
CASA P. ANTÓNIO VIEIRA - O projecto para comemorar o IVº Centenário do nascimento de Vieira
Aproximando-se a celebração dos 400 anos do nascimento do P. António Vieira (2008), propõe-se a criação da CASA P. ANTÓNIO VIEIRA, em edifício próximo da zona onde nasceu (Sé de Lisboa) que possa ser um dos espaços privilegiados para a comemoração do quarto centenário do seu nascimento. Com espaço para exposição permanente e exposições temporárias, auditório, biblioteca especializada e salas de reuniões, esta Casa faria perdurar a memória deste notável lisboeta e grande vulto da cultura portuguesa.
Eixos de intervenção do IPAV
1. A construção do Futuro, em especial o de Portugal, inspirada por uma visão global e integradora.
Uma portugalidade para o terceiro milénio, com uma forte identidade própria e uma enorme abertura ao mundo.
2. Promoção da Dignidade Humana e defesa dos Direitos do Homem, através da reflexão e da acção.
Um novo humanismo personalista para o século XXI.
3. O diálogo no contexto da diversidade cultural e religiosa, reforçando o que nos une e respeitando o que nos separa tendo em vista a construção da Paz.
Uma atitude de encontro e de diálogo, entre povos, culturas e religiões.
Uma portugalidade para o terceiro milénio, com uma forte identidade própria e uma enorme abertura ao mundo.
2. Promoção da Dignidade Humana e defesa dos Direitos do Homem, através da reflexão e da acção.
Um novo humanismo personalista para o século XXI.
3. O diálogo no contexto da diversidade cultural e religiosa, reforçando o que nos une e respeitando o que nos separa tendo em vista a construção da Paz.
Uma atitude de encontro e de diálogo, entre povos, culturas e religiões.
Porquê P. António Vieira?
O Pe. António Vieira é uma referência da humanidade. Polifacetado e desconcertante, foi missionário, político, diplomata, orador e intelectual, num século conturbado e inquietante.
Homem de fé, foi exemplar na dedicação aos índios do Brasil, para os quais conseguiu, em 1655, um decreto do rei que os protegia contra a escravidão feroz. Quando poucos viam nos índios sequer seres humanos, Vieira esteve a seu lado, aprendendo as suas línguas e correndo perigos inimagináveis nas selvas profundas do Maranhão.
Intensamente empenhado no destino da sua Pátria (para a qual sonhou a utopia do Quinto Império), foi pragmático na política e controverso na diplomacia, mas acabou sempre à margem do politicamente correcto. Desafiou o futuro e, procurando perscrutar os seus caminhos, imaginou novos mundos. Enfrentou por isso, inimigos infindáveis, entre os quais, todos os poderes instituídos: a Corte, a Inquisição e os interesses económicos. Estando no mundo, Vieira não era daquele mundo.
Também para a cultura portuguesa a sua memória ressoa como um dos nossos maiores expoentes. Exímio arquitecto das palavras e dos conceitos,Vieira deixou-nos um espólio impressionante.
Polémico, como poucos, António Vieira não era um ser perfeito. Até nisso, era profundamente humano. Não ficou como uma lenda, nem sequer como um santo. Sonhou sonhos impossíveis, viu miragens que se esfumaram e errou muitas das suas geniais suposições. Mas nunca teve medo, nem se ficou no conforto dos moles. Foi ousado, corajoso e fiel à sua consciência, por mais que isso implicasse ir contra o Mundo.
António Vieira é uma herança preciosa para o terceiro milénio. Como no seu tempo, Portugal precisa de se ultrapassar e reencontrar o seu destino no mundo. Como na sua época, o desafio do multiculturalismo, da defesa da diversidade, do diálogo entre crentes e não crentes, bem como a promoção da dignidade humana são desafios em agenda.
O Instituto Pe. António Vieira nasce para responder a este património e a estes desafios
Homem de fé, foi exemplar na dedicação aos índios do Brasil, para os quais conseguiu, em 1655, um decreto do rei que os protegia contra a escravidão feroz. Quando poucos viam nos índios sequer seres humanos, Vieira esteve a seu lado, aprendendo as suas línguas e correndo perigos inimagináveis nas selvas profundas do Maranhão.
Intensamente empenhado no destino da sua Pátria (para a qual sonhou a utopia do Quinto Império), foi pragmático na política e controverso na diplomacia, mas acabou sempre à margem do politicamente correcto. Desafiou o futuro e, procurando perscrutar os seus caminhos, imaginou novos mundos. Enfrentou por isso, inimigos infindáveis, entre os quais, todos os poderes instituídos: a Corte, a Inquisição e os interesses económicos. Estando no mundo, Vieira não era daquele mundo.
Também para a cultura portuguesa a sua memória ressoa como um dos nossos maiores expoentes. Exímio arquitecto das palavras e dos conceitos,Vieira deixou-nos um espólio impressionante.
Polémico, como poucos, António Vieira não era um ser perfeito. Até nisso, era profundamente humano. Não ficou como uma lenda, nem sequer como um santo. Sonhou sonhos impossíveis, viu miragens que se esfumaram e errou muitas das suas geniais suposições. Mas nunca teve medo, nem se ficou no conforto dos moles. Foi ousado, corajoso e fiel à sua consciência, por mais que isso implicasse ir contra o Mundo.
António Vieira é uma herança preciosa para o terceiro milénio. Como no seu tempo, Portugal precisa de se ultrapassar e reencontrar o seu destino no mundo. Como na sua época, o desafio do multiculturalismo, da defesa da diversidade, do diálogo entre crentes e não crentes, bem como a promoção da dignidade humana são desafios em agenda.
O Instituto Pe. António Vieira nasce para responder a este património e a estes desafios
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